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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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A seca de Taluorumana

Mäyjo, 04.07.15

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 A seca de Taluorumana

Taluorumana é uma pequena aldeia na região de La Guajira, na Colômbia. Esta região atravessa uma das secas mais severas da história do país. A única fonte de água dos habitantes de Taluorumana era o rio Ranchería, mas este secou em consequência da seca extrema que se prolonga há três anos.

Agora, os habitantes de Taluorumana lutam e desesperam para encontrar água que lhes permita continuar a subsistir naquele local. Mas não foi apenas a seca que contribuiu para secar o rio. Décadas de desperdício e uso intensivo da sua água também contribuíram para secar o curso.

Perto de Taluorumana fica Cerrajón, a maior mina de carvão a céu aberto do planeta, que ocupa cerca de 68.797 hectares. Os habitantes, mas também várias organizações ambientais, acusam a mina de usar milhões de litros de água por dia que são necessários àquela população, escreve o Guardian.

Desde que o rio secou que Cerrajón recebe a água que necessita através de uma conduta proveniente da Barragem El Cercado. Mas nenhuma desta água chega à população de Taluorumana. Para subsistir, os habitantes da pequena aldeia escavam poços perto do antigo leito do rio ou têm de percorrer vários quilómetros até encontrarem uma fonte de água.

Visto de cima

Mäyjo, 04.07.15

Lagoas da evaporação na Mina Intrepid Potash

Lagoas da evaporação na Mina Intrepid Potash, Ut

Moab, Utah, EUA

38 ° 29'0.16 "N 109 ° 40'52.80" W

 

As Minas Intrepid Potash, em Moab, Utah, nos EUA produzem cloreto de potássio, um sal contendo potássio amplamente utilizado pelos agricultores como fertilizante.

O sal é bombeado para a superfície de depósitos subterrâneos e seco em enormes lagoas solares que vibrantemente se estendem por toda a paisagem. À medida que a água se evapora ao longo de 300 dias, os sais cristalizam-ser.

Então, por que você se vê essas cores vibrantes? A água é tingida de um azul brilhante para reduzir a quantidade de tempo necessário para que o cloreto de potássio cristalize; água mais escura absorve mais luz solar e calor.

 

UNIVERSIDADE MARROQUINA VAI CONSUMIR URINA RECICLADA E TRANSFORMADA EM ÁGUA POTÁVEL

Mäyjo, 04.07.15

Universidade marroquina vai consumir urina reciclada e transformada em água potável

Uma parceria entre a Universidade de Kenitra, em Marrocos, a UNESCO e a Agência Espacial Europeia (ESA) está a implementar uma tecnologia que recicla urina e águas residuais em água potável, estando já disponível para 1.200 estudantes universitários.

A tecnologia, vista com bastante polémica, foi desenvolvida pela ESA e recorre ainda a energia solar e eólica, responsáveis pelo controlo do processo de limpeza da água em circuito fechado. “As membranas orgânicas e cerâmicas têm furos de apenas um décimo de milésimo de um milímetro de diâmetro, sendo 700 vezes mais finos que um fio de cabelo humano”, explica o Phys.org.

O sistema foi desenvolvido para ser utilizado no espaço, uma vez que os astronautas não podem ser sobrecarregados com excesso de resíduos. Assim, a ESA desenvolveu uma técnicas para estes reciclarem a própria urina,. A agência está ainda a trabalhar em algumas melhorias, para combinar outros elementos – bactérias, algas, filtros e alta tecnologia – com as águas residuais, fornecendo oxigénio, água e alimentos.

Uma solução para o futuro?

Segundo o Green Prophet, as águas subterrâneas de Sidi Taïbi, uma pequena cidade a cerca de meia hora de carro de Rabat, tornaram-se contaminadas ao longo dos anos, particularmente com nitratos e fertilizantes, que tornam a água imprópria para consumo humano. Daí que esta solução tenham sido pensada – e depois operacionalizada – para resolver alguns destes problemas.

Esta inovação torna-se especialmente bem-vinda porque, em alguns países do Norte de África e Médio Oriente, a reciclagem de águas residuais não é vista com bons olhos, devido a questões religiosas. Daí que este projecto assuma uma ainda maior importância.

Até agora, esta tecnologia não foi usada por mais de 16 pessoas, uma vez que um sistema idêntico foi colocado na Concordia Research Base, na Antárctida, em 2005. Ainda assim, o sistema não tem tido problemas e quase não precisou de manutenção.

Mas o caso marroquino é todo um novo desafio para a ESA, uma vez que os destinatários são 1.200 estudantes.

BARREIRAS DE CORAL DAS CARAÍBAS PODEM DESAPARECER DENTRO DE 20 ANOS

Mäyjo, 04.07.15

Barreiras de coral das Caraíbas podem desaparecer dentro de 20 anos

A maioria das barreiras de coral das Caraíbas vai desaparecer dentro de 20 anos principalmente devido ao declínio das populações de peixes de pastagem, como os ouriços-do-mar ou os peixes-papagaio, que contribuem para a prosperidade dos corais.

O alerta é dado num novo estudo, elaborado por 90 peritos que analisaram mais de 35.000 inquéritos conduzidos em quase 100 localidades diferentes das Caraíbas desde 1970, que indica que os corais desta região do Atlântico regrediram mais de 50%.

Contudo, se as populações de peixes vitais à prosperidade dos corais forem restauradas e as medidas de protecção contra a pesca excessiva e poluição forem reforçadas, os corais podem recuperar e tornar-se mais resilientes aos impactos das alterações climáticas, sublinha o estudo da Global Coral Reef Monitoring Network, International Union for Conservation of Nature e United Nations Environment Programe.

Embora as alterações climáticas, e a consequente acidificação do oceano e a morte dos corais, seja uma grande ameaça para a região, o estudo conclui que as pressões do turismo local, da pesca excessiva e poluição são os maiores problemas. São estes factores que estão a dizimar as populações de peixes de pastagem.

Este tipo de peixes são importantes para os ecossistemas marinhos uma vez que comem as algas que sufocam os corais. O relatório indica que algumas das barreiras de coral mais saudáveis das Caraíbas localizam-se onde as populações de peixe-papagaio são maiores.

As Caraíbas albergam cerca de 9% das barreiras de coral a nível mundial, mas apenas um sexto dos antigos corais sobrevive actualmente. As barreiras, que podem ser encontradas em 38 países, são vitais para a economia da região e suportam mais de 43 milhões de pessoas, gerando mais de €2,2 mil milhões em receitas turísticas e de pesca e muitos mais milhões de euros em outros bens e serviços, refere o Guardian.

O relatório sublinha ainda que os corais que estão protegidos da pesca excessiva, bem como de outras ameaças – poluição costeira, turismo e desenvolvimento costeiro – são mais resilientes a pressões provocadas pelas alterações climáticas.

Foto: USFWS Pacific / Creative Commons

NOVO MODELO DA FORD VAI REUTILIZAR 5 MILHÕES DE GARRAFAS DE PLÁSTICO

Mäyjo, 04.07.15

garrafas plástico_SAPO

Todos os bancos do novo modelo F-150, da Ford, serão fabricados a partir de garrafas de plástico que foram recicladas, nos Estados Unidos, e que serão transformadas e retrabalhadas no centro de reciclagem Repreve, detido pela Unify.

A fibra Repreve resulta de uma parceria três anos entre a Ford e a Unifi e é feita de materiais 100% reciclados, incluindo garrafas de plástico – a Ford é a única marca automóvel a garantir este processo, avança a empresa.

Este é o quinto modelo Ford que utilizará esta fibra reciclada – todos eles são vendidos globalmente. “Isto representa o compromisso da Ford para reduzir, reutilizar e reciclar. E é parte da nossa estratégia global de sustentabilidade da empresa, para reduzir a sua pegada carbónica”, explicou a Ford.

“Estamos sempre à procura de novas formas de incorporar materiais inovadores e mais sustentáveis nos nossos veículos”, explicou Carol Kordich, principal designer e responsável pelos materiais de sustentabilidade. “Ao utilizar a Repreve no novo modelo F-150, estamos a reconfirmar o nosso compromisso para utilizar materiais renováveis e recicláveis nos nossos veículos”.

Foto: Procsilas Moscas / Creative Commons

Este artigo faz parte de um trabalho especial sobre Resíduos, publicado durante o mês de Junho e promovido pela Sociedade Ponto Verde